Poesias Nonsense

Fragmentos do silêncio

Ruídos que no rompante quebram o silêncio
Mas não revelam a gritaria de bilhões de pensamentos
Memórias que, na paúra, desfilam em diversos fragmentos
Insensíveis toques frios devorados por algum corrodêncio.

Talvez, na ansiedade, estivéssemos em Bizâncio?
Oras, sabemos que estão cintilantes todos os argumentos
Pairam, porém, sobre a barreira que nunca virará sentimentos
Tais delírios de um inverno num longínquo estirâncio.

Arquitetou, talvez, teus sólidos argumentos.
Planejou, sem êxito, a posse de tais proventos.
Escutá-lo-ei as reclamações e tua valsa-sentença

Deixarás o caminho seguir sem que saia isento?
Daqui uns anos, talvez oitocentos
Receberá com encanto tais memórias a contento!

(AA)

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