Saúde Coletiva

“A Cauda de Peixe”

Não há, a priori, práxis sem a politização do sujeito envolvido.

Não há práxis, onde não há Educação Permanente.

Não há Educação Permanente sem  processo de aprendizagem significativa.

E tal processo é facilitado com o uso da metodologia ativa de aprendizagem. Uma caixa de ferramentas primordial.

Dentro do contexto de saúde coletiva, e todo o arcabouço ideológico utilizado para sua criação no Brasil entre as décadas de 70 e 80, o espaço físico onde ela emerge é o ringue delineado para o embate ideológico.

De um lado,  a chamada visão de “direitos” e “equidades”.

Do outro, a visão “mercantilista”, de “lucro” na exploração de mais um produto genuíno do capitalismo, a saúde.

Partindo deste contexto, a saúde coletiva e o Sistema Único de Saúde – o SUS – é mais um ingrediente deste caldeirão de tensões e enfrentamentos diários.

Seja pela racionalização dos atos provindos do Estado Moderno e sou violência institucional.

Seja pela violência revolucionária utilizada como método para suplantar um novo modus operandis.

Partimos, então, do pretexto que estão aprisionados todos os proletariados. “Fisgados”.

Confinados em aquários, produzindo para o sistema, diariamente, paulatinamente.

Reproduzindo violências ao decidir quem terá, de certa maneira, direito a continuidade da sua vida ou quem padecerá numa fila de espera devia ausência de assistência a saúde.

Como um messias, aparece a Educação Permanente em Saúde.

Aquela que pretende, de certo modo, mudar a prática e propiciar o empoderamento ideológico dos trabalhadores para que, de certa maneira, rompam o anzol e produzam um movimento típico de ruptura do aquário. A saída da caverna.

Este é o papel da Saúde Coletiva, propiciar cenário para tal engajamento. Para que o trabalhador da saúde comece esta propagandeada revolução. E sensibilize, a seguir, líderes comunitários e populares para que promova a práxis.

A educação permanente, é, então, sob esta visão, um conjunto de estratégia para lograr êxito, no primeiro passo, desta orquestrada simulação: empoderar o trabalhador e engaja-lo com um conjunto de ferramentas num processo de aprendizagem significativa para que a mudança da prática possa acontecer de maneira didática e que sensibilize psicologicamente os atores para cumprir tal meta.

E neste diagrama, está o peixe pronto para romper o anzol e pular para fora do aquário, a água, a metodologia ativa eficaz:

S                             o

SSS    ccc       oooooo iii aaaaa

SSSSc ccccc R oooooooo iiii aaaaaaaa E

SSS   cccc      ooooooo ii   a aaa

S                           o

————————————–               ————————–

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S= Conhecimento Prévio        O= Oportunidade E= Empoderamento

C=  Comparação e discussão    A= Aprendizagem R= Ruptura   I= imaginação/Criatividade

 

REFERÊNCIAS

Lima VV. Espiral Construtivista: uma metodologia ativa de ensino-aprendizagem. Interface (Botucatu). 2017; 21(61):421-34.

 

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