Procura por carreiras tecnológicas dispara entre mulheres

Centro Paula Souza

Você já viu uma mulher rebocando embarcações, controlando cargas em terminais marítimos ou trabalhando numa plataforma de petróleo? Pode não parecer tão comum, mas a presença de profissionais do sexo feminino nos portos do país já é realidade. No curso superior tecnológico de Gestão Portuária, da Fatec de Santos, por exemplo, as mulheres já representam 45% das alunas matriculadas no primeiro semestre de 2020.

O coordenador do curso de Gestão Portuária, Júlio Raymundo, atribui o aumento do interesse das alunas por esta área ao crescimento do setor de portos no Brasil: “A Fatec é a única instituição pública que prepara para trabalhar em portos. E, além disso, a especialidade abre oportunidades também para atuar em logística e comércio exterior”, afirma.    

Segundo dados da Fundação de Apoio à Tecnologia (FAT), esta guinada das mulheres para carreiras tecnológicas que, eram vistas como masculinas, vem crescendo gradativamente. A FAT é responsável pelos Vestibulares das Fatecs e vem registrando aumento expressivo de alunas em alguns cursos tradicionalmente masculinos.

No curso de Hidráulica e Saneamento Ambiental, da Fatec São Paulo, elas respondem por 40% da sala de aula. Para o coordenador do curso, Josué Gois, as mulheres estão buscando ocupar espaços que antes eram dominados pelos homens. “Eu sou professor há 15 anos e observo nas alunas maior capacidade de foco e de resultados”, afirma.

Outra cena cada vez mais recorrente é a de mulheres trabalhando no campo, operando máquinas agrícolas, plantando ou fazendo manejo de animais. No curso de Agronegócio, no município paulista de Mococa, as mulheres ocupam 60% das vagas da turma que começou a graduação este ano. No agro, inclusive, a relevância delas se repete em cidades como: Ourinhos com 53,75% de participação; Jales com 50% e São José do Rio Preto e Taquaritinga com 42%.

A professora do curso de Agronegócio Luciana Ruggiero destaca a mudança de perfil do profissional desta área. “É uma formação que permite atuar em vários mercados. Temos alunas que gostam do campo, do trabalho braçal e de estar na linha de frente liderando equipes de trabalhadores rurais”, afirma Luciana. Outro segmento que tem atraído as profissionais é o de consultoria. Segundo a professora, o perfil empreendedor e de gestão de negócios das mulheres favorece as tecnólogas que planejam ter seu próprio negócio.              

No nível médio, as jovens também se destacam no Agronegócio. O curso da Etec de Apiaí, as meninas respondem por 76,39% das vagas. Outra especialidade relacionada ao processamento de produtos agrícolas e origem animal também tem atraído mais mulheres. O curso de Agroindústria, em Capão Bonito, é formado 67,5% por alunas.

A presença feminina se destaca também nos cursos do setor de serviços, como Eventos, Recursos Humanos, Turismo, Alimentos e Moda. Com 85% de candidatas aprovadas, Recursos Humanos em Franca é um exemplo dessa tendência. Na Fatec Americana, 80% da turma de Têxtil e Moda também é de mulheres.

Abaixo mais alguns exemplos de cursos das Fatecs e Etecs que também registraram presença feminina relevante em 2020:

Gestão Financeira – 72,5% (Fatec Guaratinguetá)

Biocombustíveis – 52,5% (Fatec Jaboticabal)

Logística – 45% (Fatec Sorocaba)

Edificações – 70,75% (Etec Jaú)

Finanças – 60% (Etec Polivalente de Americana)

Logística – 60% (Etec Polivalente de Americana)

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