Filosofia

Continuamos a correr atrás de cenouras…

Em revoluções que emergem, guerras, revoltas e epidemias, a imobilidade do sistema continua em voga. Ludibriando com pequenas cenouras, as “liberdades” conquistadas.

por Antonio Archangelo
antonioarchangelo@gmail.com

Obs: Texto para cumprimento do curso The Modern and the Postmodern da Universidade Wesleyan, professor Michael S. Roth.

How did Kant define Enlightenment? Use Kant’s definition to discuss whether either Rousseau or Marx is an Enlightenment figure. In other words, choose one of the following comparisons to write about: Kant compared to Rousseau, OR Kant compared to Marx. The essay response should be no more than 800 words.


Como uma andorinha que volta durante a primavera para aninhar-se, tento de alguma maneira tece em pouco palavras a afirmação das afirmações, do absoluto, de fora da caverna, das mãos de qualquer que seja o demiurgo: o status quo inicial não é alterado em termos práticos quando se sai do indivíduo e transcendem receitas prontas em direção ao coletivo.
Argumento 1. A inquietação em Rousseau e o desejo de ruptura nos escritos de Marx, antes de grande desilusão de 1848, evocam, de alguma maneira, soberanamente, o vontade de razão individual em nossas ações coletivas. E se de certo modo analisar, nas últimas décadas, após atingir um aparato tecnológico e viver a sangria desta revolução, podemos com em um nevoeiro, apontar o fato de que como um leviatã, o status quo (seja o nome que o dê) alimenta-se do discurso revolucionário, seja da contradição que emergem quando o homem abandona sua liberdade para viver em sociedade, seja quando se sujeita a alienação do trabalho como modo de garantir as necessidades básicas de seu pequeno grupo, do camponês a classe média super-nerd.
Pois o discurso revolucionário não leva a mudança prática do sistema, resultando em zero. A racionalidade se limita ao indivíduo, vejo uma lágrima nos olho de Hegel…
Consideramos o Paradoxo de Zanão, um dos discípulos de Parmênides;
Considerando qualquer tipo de retroalimentação de sistema (em qualquer uma das Teoria dos Sistemas);

Considerando, neste mesmo modelo, que todo sistema tende ao equilíbrio, marginalizando ou expurgando;

Considerando SQ inicial (sy) = Status Quo Inicial;

Considerando SQ futuro (s) = Status Quo Futuro

A equação só poderá evidenciar que o discurso revolucionário tende a reforçar o status quo do Leviatã.

Como se fosse Leibnitz, S seria o discurso revolucionário.sy (Inicial).

Sendo que a cada discurso revolucionário o sistema é retroalimentado em seu dobro de reforço do SQ (inicial).

Logo poderímos tatear algo no sentido de:

s= x.sy
0 = sx.sy

Neste exemplo em que qualquer produto que implique o sy e a mudança do mesmo em termos de alteração de sistema resultaram em 0.

Em síntese, pode se deduzir com certo grau de lucidez que o status quo inicial não é alterado em termos práticos. Pois o discurso revolucionário não leva a mudança prática do sistema, resultando em zero.

Em revoluções que emergem, guerras, revoltas e epidemias, a imobilidade do sistema continua em voga. Ludibriando com pequenas cenouras, as “liberdades” conquistadas.

Logo todo o discurso de ruptura de um sistema alimenta-o.

Ao tencionar ao equilíbrio, em termos práticos, o sistema já cooptou e se alimentou do discurso revolucionário e sua prática.

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