Política Rio Claro

Troca de partidos evidencia enfraquecimento do governo Juninho e ressurgimento da centro-esquerda rio-clarense

A bolsa de apostas eleitorais está aberta e dependerá, sobretudo, de fatores como coronavírus e a política adotada de combate a pandemia.
A então base governista em imagem distribuída pela assessoria da Câmara Municipal (Foto: arquivo)

As apostas para o “mercado” político de 2020 em Rio Claro se revelaram com o fim da chamada janela da infidelidade.

Como bons acionistas, os caciques já fizeram suas apostas e a tendência atual é de queda do grupo governista do prefeito Juninho da Padaria (DEM) com viés de alta e fortalecimento do PSD que sonha desde a eleição passada em levar o ex-secretário de Negócios Jurídicos do governo Du Altimari (MDB), o advogado Gustavo Perissinotto ao cargo máximo do executivo rio-clarense.

Em reportagem, o jornalista Lucas Calore, do Jornal Cidade de Rio Claro evidenciou o troca-troca de partidos no legislativo que monstra o primeiro sintoma do que chama-se, no jargão popular, de cenário de “barco afundando”. Muitas das vezes visando, e tão somente, manutenção no Poder, muitos dos candidatos a reeleição na Câmara de Rio Claro trocaram de partido, abandonando projetos políticos tão defendidos até ano passado.

Em frangalhos, a chamada centro-esquerda rio-clarense, resquícios da famosa Frente Progressista, encontrou guarita no PSD: os vereadores do Partido Socialista Brasileiro (PSB) Rogério Guedes agora é PSL e Tiago Japonês agora é PSD. Pereirinha saiu do PTB (historicamente ligado ao movimento sindicalista local) para o PSD. Yves que foi eleito pelo Partido Popular Socialista (PPS) que virou Cidadania também rumou ao PSD.

No PSDB, ao que parece, Carol Gomes perdeu duelo interno contra o companheiro de partido Paulo Guedes (PSDB) e mudou rumando para o Cidadania antigo Partido Popular Socialista (PPS).

Fiel escudeiro do prefeito Juninho desde a época de legislativo, Geraldo Voluntário (DEM) mudou para MDB do ex-prefeito Altimari.

Com este cenário, os partidos que se mantiveram no governo como o PP, o PSDB, e Republicanos aumentam, consideravelmente, o valor do passe até as eleições municipais.

Se por um lado, o governo ganha espaço para manobrar a máquina para fortalecer aliados que ainda ocupam o núcleo duro composto por membros que representam a elite rio-clarense. Do outro, o cenário pode dar espaço para um azarão desconhecido que possa abarcar eleitores descontentes com o atual governo e que rejeitam políticos que emergiram da famosa aliança PT-PMDB nos mandatos anteriores.

A bolsa de apostas eleitorais está aberta e dependerá, sobretudo, de três fatores: coronavírus e a política adotada de combate a pandemia, ou seja, Doria ou Bolsonaro que impactará a tendência eleitoral. E a entrega de várias obras municipais que estão em fase de finalização sobre tudo creches, escolas e etc aliada ao poder de articulação do governo local.

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