8º ANO 9º ANO Língua Portuguesa

Lição 9 – O sotaque brasileiro

Guia de estudos de Língua Portuguesa para a quarentena, focando as séries finais do Ensino Fundamental e o Currículo Paulista

Olá


Você está no roteiro de aprofundamento dos estudos de Língua Portuguesa da Escola Estadual Januário Sylvio Pezzotti nest período de quarentena.

Se está aqui, tu já é um vencedor!

Não desista, utilize este momento para caminhar rumo a aprendizagem significativa!

Isso mesmo, a aprendizagem que fará sentido em sua vida!


Aqui você encontrará os materiais didáticos e atividades referentes a cada unidade que também estão disponíveis no site da escola ( https://januariopezzotti.wixsite.com/website)

Observe que em cada unidade há diversos recursos e elementos para tornar a sua aprendizagem mais significativa.

Não deixe de acompanhar o calendário e os prazos estipulados. O estudo na modalidade online requer muita dedicação e organização.

As unidades são compostas de:

Material Teórico
Recursos Audiovisuais
Exercícios / Atividades
Material Complementar

Recomendações Importantes:

:: Leia atentamente o material teórico.
:: Explore os recursos digitais contidos na unidade.
:: Participe ativamente dos fóruns de discussão.
:: Realize as atividades da unidade com bastante atenção.
:: Se estiver com dúvidas, não deixe de entrar em contato com o seu professor tutor.

Lembre-se este material estará disponível no Google Classroom (é só mandar seu e-mail que incluiremos você na sala virtual)

Se tiver dúvida em relação às palavras utilizadas neste material utilize um dicionário ou consulte o significado da mesma na internet.

Bons estudos!

Fonte: https://www.portaltucuma.com.br/babu-tenta-fazer-a-coreografia-de-ragatanga-e-vira-meme-na-internet/

Nesta lição, aprofundaremos-nos:

Variação linguística;
Sotaques;
Falar e escrever – erros comuns de português;
Lista de palavras;
Exercícios; e
Leitura obrigatória

Até aqui, vimos que o principal objetivo da linguagem é a Comunicação.


Por necessidade, a humanidade criou a escrita e os alfabetos. Vimos também que o latim vulgar é ancestral do Lusitano galego que viria a ser chamado de Português. O idioma sofreu diversas influências e destacamos aqui as provenientes do árabe, tupi e das línguas africanas.


Também vimos o surgimento do “internetês”, o português utilizado nas redes sociais com grande quantidade de estrangeirismos . Veremos agora, para fechar nossa Unidade 2, os sotaques de nosso idioma.

Português Brasileiro e Português de Portugal

A primeira diferença que veremos é entre o Português de Portugal e o Português do Brasil.

Antes da chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil, como já vimos, havia variadas línguas no território brasileiro, faladas por indígenas.

No decorrer da sua história, o português brasileiro incorporou empréstimos de termos indígenas,
como do tupi , mas também de línguas africanas, sobretudo do quicongo, quimbundo e umbundo , do francês , do castelhano , do italiano , do alemão , do inglês e do árabe .

Língua Portuguesa

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela…
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio
amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

Olavo Bilac

Há várias diferenças entre o português europeu e o português brasileiro, especialmente no vocabulário, pronúncia e sintaxe. É preciso, também, não esquecer que em Portugal existe uma grande variedade de dialetos para além do de Lisboa, alguns mais próximos dos brasileiros:

Sotaques Brasileiros

Você já reparou que dentro do próprio Brasil existem locais que falam muito
diferente? E para abordar este tema que é muito extenso, focaremos em questões gerais:

Sotaque/DialetoCaracterísticasExemplos
CaipiraO dialeto caipira é falado no interior do estado de São Paulo, leste e sul do Mato Grosso do Sul, sul de Minas Gerais, sul de Goiás e norte do Paraná e zonas rurais do sul do Rio de Janeiro. A fonética caipira é marcada principalmente pelo R caipira e trocar o LH por.Enxovar (enxoval), mir reais (mil reais), muié (mulher), oiá (olhar), Apeá(descer), saracoteá (provocar os outros),
rumá (tomar um rumo), coió (bobo)
Costa NortePor vezes chamado de dialeto cearense – é falado
basicamente no Ceará, no Piauí e em parte do Maranhão e Rio Grande do Norte.
Aperrear (encher o saco), chamego (carinho), urubuzar
(agourar), racha (pelada de futebol), muriçoca (pernilongo)
BaianoO dialeto baiano ou baianês foi um dos primeiros dialetos eminente brasileiros, cujo falantes têm como região geográfica os estados da Bahia e de Sergipe, além do extremo norte de Minas Gerais
e do leste de Goiás e Tocantins. Tem como costume
abreviar palavras e acabar criando outras com significado que pode ser até diferente do inicial.
Oxe (ô gente), opaió (olhe para aí), buzu (ônibus), mainha (mãe), painho (pai), retado (Depende do contexto, pode ser bravo ou muito bom).
FluminenseDialeto usado principalmente na região sul, noroeste e norte do estado do Rio de Janeiro,
no estado do Espírito Santo, e com falantes em regiões de Minas Gerais, extremo leste de
São Paulo e extremo sul da Bahia.
Perdeu a linha (ato
inconsequente), pela-saco (pessoa chata), mó
(aglutinação de maior), Ja é (concordância).
GaúchoO dialeto gaúcho ou dialeto guasca predominantemente no Rio Grande do Sul, contudo falado em regiões de Santa Catarina; Fortemente influenciado pelo espanhol, por
força da colonização espanhola, e com influência
mais reservada do guarani e de outras línguas indígenas.
Campear (procurar), capaz (de jeito nenhum), baita (grande), chimia (geleia de frutas), cusco
(cachorro), piá (guri), talagaço (golpe).
MineiroO mineiro ou montanhês é utilizado principalmente nas regiões central e leste de
Minas Gerais.
Sa passado (Sábado
passado), ó só pcê vê (olhe só, para você ver), Ês penss qu’ôns é dês (Eles pensam que o ônibus é deles), blusdifri
(blusa de frio).
NordestinoÉ utilizado em Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, na porção
sul do Ceará, e em algumas regiões da Bahia, do Piauí e do Maranhão.
Abirobado (maluco), calibrado (tonto), chupeta (menino
chorão), gabiru (aproveitador), gaitada (gargalhada).
NortistaUtilizado em todos os estados da bacia do Amazonas (excetuando somente a região
do arco do desflorestamento). Considera-se que tenha até quatro sub-dialetos: o cametaense, o dos cocais, o metropolitano e o bragantino.
Gala seca (idiota), migue
(mentira), parlando (se
exibindo), ééééégua (muito espanto).
PaulistanoUtilizado na Macrometrópole de São Paulo (com exceção de alguns municípios que utilizam o dialeto caipira)meu, da hora (legal), truta
(amigo), miar (algo que não deu certo), se pá (talvez), canhão (pessoa feia)
SertanejoUtilizado nos estados de Mato Grosso, centro-norte de Goiás e noroeste do Mato Grosso do
Sul.
donde (onde, aonde), diacho (exclamação de raiva), de quebra (brinde), dar pinote
(fugir correndo), emperiquitar (se arrumar).
SulistaUtilizado no Paraná, em praticamente todo o estado de Santa Catarina, no noroeste do
Rio Grande do Sul e no extremo-sul do estado de São Paulo.
tri (bastante), guisado (carne moída), cacetinho
(pão francês),
Bah (interjeição
multiuso), cupincha (camarada), borracho
(bêbado), pila (dinheiro)
FlorianopolitanoO dialeto florianopolitano ou manezinho da ilha – é um dialeto utilizado na região metropolitana de Florianópolis e em regiões do litoral de Santa Catarina.abastança (fartura), avião de rosca (helicóptero), atoxei (encher muito), Zóio (olhos) Zorelha (orelha), topeira
(ignorante)
CariocaO sotaque carioca apresenta algumas semelhanças com o português lusitano (de Portugal). Entre tais
semelhanças, percebe-se a pronúncia do “S” chiado e as vogais abertas em palavras como “também”, é falado na região metropolitana do Rio de Janeiro, e em áreas próximas.
0800 (gratuito), beleza
(cumprimento),bolado
(preocupação), coé (qual é), conto (unidade monetária sem plural. “Essa parada custa 10
conto”)
BrasilienseDialeto utilizado em Brasília e na sua área metropolitana, resultante dos inúmeros fluxos
migratórios ocorridos a partir de 1955, quando se iniciou a construção da nova capital federal
Aff (interjeição), baú(ônibus),
camelo (bicicleta), lombra
(preguiça/relaxamento)
Serra AmazônicaO dialeto da serra amazônica ou como as vezes é chamado, dialeto do arco do desflorestamento, conhecido na sua região geográfica como
“sotaque dos migrantes”, não é um dialeto coeso, justamente por sua peculiaridade de formação. Esse dialeto existe no sudeste do Pará, sudoeste
do Maranhão, norte do Mato Grosso, em Rondônia e no Tocantins. O termo “Serra Amazônica” ou “Amazônico da Serra” foi cunhado pela primeira vez para identificar este dialeto nos trabalhos do I
Colóquio de Letras da FPA em 2010.
broco (sem equilíbrio), cê
(você), lapada (pancada),
catiroba (pessoa mal-cuidada consigo mesmo), mé (cachaça).
RecifenseO dialeto recifense é um típico da Região Metropolitana do Recife e das regiões da
Mesorregião da Mata Pernambucana, no estado de
Pernambuco.
bote fé (demonstra
consentimento), fi de rapariga (origem de todos os insultos
universais, rs), sermão (meu irmão), abestalhado (pessoa boba), gera (farra), bença (fechando com chave de ouro,
bença é o vocativo universal de todos e todas. Não há no
Recife e região uma única
pessoa que não possa ser
chamada de bença).
Fonte: Fonte: https://www.thefools.com.br/blog/post/dialetos-do-portugues-brasileiro

Caipira

Costa Norte

Baiano

Fluminense e carioca

Gaúcho

Mineiro

Nordestino

Nortista

Sulista

Floripolitano

Nesta lição, você terá três atividades:

1- Resumo do livro
Não é mel para boca de asno por Machado de Assis. Com no mínimo 10 linhas. Se

possui dificuldade em digitar por celular, faça em seu caderno e envie a foto para o
Whatzapp do professor 19 99556-3478. Segue as instruções do item acima.
Para acessar o livro, utilize o link:

https://antonioarchangelo.com/2020/05/11/nao-e-mel-para-boca-de-asno-por-machado-de-assis/




2- Questionário
Responder o questionário no Google Forms. Lembre-se coloque o e-mail para identificar sua resposta. A tarefa 100 pontos, sendo 50 pontos pela entrega e 50 pontos pela qualidade e respeito às orientações. Se possui dificuldade em digitar por celular, faça em seu caderno e envie a foto para o Whatzapp do professor 19 99556-3478. Para acessar o formulário, utilize o link:

https://docs.google.com/forms/d/1vW1aQAUTmIhzmupHVxGH_cFM4MFBHhk5xKx0vnP GGT8

3 – Fórum
Responder o fórum no Google Classroom. A tarefa 100 pontos, sendo 50 pontos pela entrega e 50 pontos pela qualidade e respeito às orientações. a resposta tem que ter pelo menos três linhas. Se possui dificuldade em digitar por celular, faça em seu caderno e envie a foto para o Whatzapp do professor 19 99556-3478. A pergunta da semana é:

Quais gírias ligadas ao sotaque que possui, de acordo com nosso material de estudo, você utiliza quando fala? (Cite pelo menos três)

Confira as lições novamente

Lição 1 – Contrato Social

Lição 2 – Patrono Literário

Lição 3 – Administrando o tempo

Lição 4 -Vida e obra

Lição 5 – Guia de Autores

Lição 5.1 – Seja você o poeta

Lição 6 – Alpha e Beta

Lição 6.1 – Sugestão de Leitura – Auto da Barca do Inferno

Lição 7 – Você fala português?

Lição 7.1 – Sugestão de Leitura – A Carta, de Pero Vaz de Caminha

Lição 8 – Internetês

Lição 8.1 – Sugestão de Leitura – A igreja do Diabo, de Machado de Assis

Lição 9 – Sotaques do Brasil

Lição 9.1 – Sugestão de Leitura – Não é mel para a boca de asno por Machado de Assis

HABILIDADES DA SEMANA


(EF69LP46) Participar de práticas de compartilhamento de leitura/recepção de obras literárias/manifestações artísticas, tecendo, quando possível, comentários de ordem
estética e afetiva.
(EF69LP47) Analisar, em textos narrativos ficcionais, as diferentes formas de composição próprias de cada gênero, os recursos coesivos que constroem a passagem do tempo e articulam suas partes, a escolha lexical típica de cada gênero para a caracterização dos cenários e dos personagens e os efeitos de sentido decorrentes dos tempos verbais, dos tipos de discurso, dos verbos de enunciação e das variedades linguísticas empregados. expressões conotativas e processos figurativos e do uso de recursos linguístico gramaticais próprios a cada gênero narrativo.
(EF69LP49) Mostrar-se interessado e envolvido pela leitura de livros de literatura e por outras produções culturais do campo e receptivo a textos que rompam com seu universo de expectativas, que representem um desafio em relação às suas possibilidades atuais e suas experiências anteriores de leitura, apoiando-se nas marcas linguísticas, em seu conhecimento sobre os gêneros e a temática e nas
orientações dadas pelo professor.
(EF69LP53) Ler em voz alta textos literários diversos, bem como leituras orais capituladas (compartilhadas ou não com o professor) de livros, contar/recontar histórias tanto da tradição oral, quanto da tradição literária escrita, expressando a compreensão e interpretação do texto por meio de uma leitura ou fala expressiva e fluente, gravando essa leitura ou esse conto/reconto, seja para análise posterior.
(EF69LP56) Fazer uso consciente e reflexivo da norma-padrão em situações de fala e escrita em textos de diferentes gêneros, levando em consideração o contexto, situação de produção e as características do gênero.
(EF69LP55) Reconhecer em textos de diferentes gêneros as variedades da língua falada, o conceito de norma padrão e o de preconceito linguístico.
(EF89LP28A) Tomar nota de videoaulas, aulas digitais, apresentações multimídias, vídeos de divulgação científica, documentários e afins.
(EF89LP28B) Identificar, em função dos objetivos, informações principais para apoio ao estudo.
(EF89LP28C) Realizar, quando necessário, uma síntese final que priorize pontos ou conceitos centrais e suas relações e que, em alguns casos, seja acompanhada de reflexões pessoais.
(EF89LP33A) Ler, de forma autônoma, textos de gêneros variados.
(EF89LP33B) Compreender textos de gêneros variados, selecionando estratégias de leitura adequadas a diferentes objetivos.
(EF89LP33C) Analisar as características dos gêneros textuais e suportes.

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