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Destilaria Archangelo: 1º ano produzindo álcool

A Destilaria Archangelo, que acaba de completar seu primeiro ano de atividades, é uma história de 20 anos e que teve na pinga - aguardente - o marco zero do trabalho com afinco e produtivo que substituiu os mandiocais por um crescente parque canavieiro.

Edição Especial – 24/Setembro/1985

As comemorações do primeiro aniversário da Destilaria Archangelo e dos 72 anos de existência do Patriarca Amilcar Archangelo constaram da missa na capela “São José”, celebrada pelo Monsenhor Manoel Pérciles Campos, pároco de Ocauçu, com a presença do coral “Santa Terezinha”, do Asilo São Vicente de Paulo e, um churrasco de confraternização.

O ato religioso contou com a presença do prefeito José Carlos Damasceno, do casal Francelina e Amilcar Archangelo, seus filhos e netos, funcionários e convidados especiais, de Ourinhos e São Pedro do Turvo.

O ato social constou do corte do bolo pelo Patriarca Amilcar, cercado pelos 55 membros da família – 9 filhos, 34 netos, 5 bisnetos, noras e genros – num clima festivo que se prolongou até as 14 horas, no bosque contíguo à residência do Superintendente Idalécio Archangelo.

O casal Amilcar – Francelina, ele 72 e ela 71 anos de idade é como um raio de luz, no caminho de toda a família, centro de respeito dos filhos, da veneração dos netos e do calor humano dos demais que integram o elenco Archangelo.

A Destilaria Archangelo, que acaba de completar seu primeiro ano de atividades, é uma história de 20 anos e que teve na pinga – aguardente – o marco zero do trabalho com afinco e produtivo que substituiu os mandiocais por um crescente parque canavieiro.

“Viemos de Araras para São Pedro do Turvo em 1964, com uma meta fixada na produção de mandioca e sua transformação em farinha e aqui mudamos de ideia, depois de uma análise conjunta de meu pai e irmãos, da conjuntura pouco significativa desses dois produtos. A produção de mandioca, nunca teve um ciclo permanente de predominância no mercado brasileiro passando a ser uma cultura cíclica, em decorrência de seus derivados não alcançarem um patamar estável no mercado de consumo nacional.

Dessa forma, paralelamente, as nossas atividades nesse setor, no qual também estava inserida uma olaria, na qual produzimos tijolos e telhas empregados na formação da colônia de apoio à cultura de café, ainda consideravelmente sólida naquela época.

Idalécio Archangelo

O ENGENHO

Ainda segundo o relado feito por Idalécio Archangelo à reportagem, a então Fazenda “São José” já possuía um parque canavieiro ocupando 50 alqueires de suas terras, o que reforçou a nossa ideia de mudarmos da farinha para a produção de aguardente.

“Nessa época, a aguardente oferecia uma perspectiva de viabilidade econômica mais avançada do que os derivados da mandioca e o canavial já plantado, nos estimulou a implantarmos um engenho e um alambique que passaram a funcionar em 1966. E assim, com uma produção inicial de 5 mil litros de aguardente por dia, fomos conquistando considerável espaço no mercado e, embora enfrentando as naturais dificuldades que rondam as atividades empresariais, conseguimos consolidar as Indústrias Reunidas Archangelo, que além da produção, engarrafava toda a pinga que ganhou conceito no mercado, como a denominação de “Corinthiana”.

Idalécio Archangelo

O PRIMEIRO PASSO

A partir de 1970, a produção da aguardente no país, principalmente com a expansão das multinacionais no ramo das bebidas alcoólicas, deixou de ser um negócio compatível, tendo em vista os altos custos de produção e oscilação sempre para baixo dos seus preços do mercado. Contudo, com a importância do trabalho, a visão progressista dos irmãos Archangelo, que, nunca descansaram para o desânimo, culminaram com o desfecho promissor propiciado pela política nacional do combustível alternativo que colocou o álcool como solução irreversível, diante das pressões econômicas, impostas pela OPEP – organização dos Países Produtores de Petroleo.

Foi dessa maneira que a pinga, foi o primeiro passo da família Archangelo, na arrancada para a produção do álcool que, há um ano “jorra” cristalino dos equipamentos de destilarias da linha tecnológica da Codistil.

Presença da família no comando da produção

A participação da família, irmãos e netos no comando das atividades do complexo agroindustrial do Grupo Archangelo , tem sido ao longo de mais de 20 anos, o fator de sucessivo sucesso de suas atividades empresariais tanto no setor agrícola como no industrial.

O ambiente fraterno somado ao excepcional relacionamento dos Archangelo como seus funcionários categorizados e, no geral com o pessoal da área industrial, assim como todos os que atuam no campo, no plantio e corte de cana, fortalece o esquema de trabalho conjugado e racional de todos os setores da Destilaria Archangelo.

O comando familiar, sobretudo tem sido o toque básico da prosperidade empresarial do Grupo Archangelo, desde quando se instalou no município de São Pedro do Turvo, em 1964, primeiro no cultivo da mandioca e depois, em 1966, quando ingressou na produção de aguardente, até chegar ao patamar do combustível alternativo, o álcool.

  • Diretor-Presidente: Edgar Archangelo;
  • Diretor Superintendente: Idalécio Archangelo;
  • Diretor Administrativo: Leonel Francisco Archangelo;
  • Diretor-Adjunto: Neuza Francisca Campana Archangelo;
  • Diretor-Agrícola: Amilcar Archangelo Filho;
  • Diretor-Industrial: Jair José Archangelo;
  • Diretor-Comercial: Odécio Thomas Archangelo.

O Primeiro Ano do Álcool

No primeiro ano de atividade, até o dia 22 último, a destilaria Archangelo havia produzido 5 milhões e 50 mil litros de álcool, decorrente de 70 toneladas de cana. A previsão da safra atendeu a cota oficial de 10 milhões de litros.

Como uma área própria de 600 alqueires e prognostico de expansão gradativa, a destilaria Archangelo tende, também, em futuro próximo, atingir novos índices de produção do carburante alternativo. Para equilibrar a produção e o escoamento, a Destilaria Archangelo está construindo mais um tanque com capacidade para 5 milhões litros de álcool.

Equipe de Comando

  • Encarregado de Fermentação: Antonio Flávio Archangelo;
  • Encarregado Almoxarife: Edson José Archangelo;
  • Encarregado Máquinas: Edilson José Archangelo;
  • Encarregado de Balança: Ivan Sergio Carvalho;
  • Encarregado Finanças: Pedro Marcelino;
  • Encarregado Departamento Pessoal: Sergio da Silva;
  • Encarregado de Mecânica: Zunival Archangelo Junior;
  • Encarregado Manutenção: Luiz Henrique Archangelo.

Supervisores

  • Supervisor de Compras: Enio Eduardo Archangelo;
  • Supervisor de Produção: José Moacir Bueno;
  • Supervisor Administrativo: Sinclair Francisco Mazzieiro;

Demais

  • Contador industrial: Newton José Salgado;
  • Contador Agrícola: Wilson Rodrigues
  • Assistente Social: Maria Helena Bernardo
  • Cirurgião Dentista: Dr. Marcos Romano D’Greddo;
  • Médico: Benedito José Xavier de Oliveira.

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