Com nomes do governo Altimari, prefeito eleito anuncia secretários sem a “Saúde” e “Segurança”

Perissinotto (Foto: Diário do Rio Claro)

Se algum viajante do tempo aportar em Rio Claro, em 2021, poderá pensar que está em pleno ano de 2008. Tudo porque o prefeito eleito apostou em nomes da antiga Frente Progressista (união de lideranças da esquerda rio-clarense) que foi dizimada pelo fenômeno “Bolsonaro” em 2017.

Gustavo Perissinotto, agora PSD, surpreendeu ao anunciar os primeiros nomes do alto escalão da administração sem os secretários da Saúde e da Segurança. Em coletiva de imprensa, praticamente na véspera de iniciar o mandato, neste dia 30 de dezembro, apostou em nomes conhecidos dos dois mandatos do governo PMDB/PT (2008-2016).

De acordo com informações, o prefeito eleito para a Saúde teria tentado o nome do ex-prefeito de Piracicaba, Barjas Negri (PSDB) que atualmente possui restrições para assumir o cargo. Informação não confirmada pelo partido. A sigla já teria se reunido com o prefeito e informado que votará com o que for melhor para a cidade, descartando uma oposição ferrenha.

Os nomes do alto escalão, de acordo com uma fonte do governo eleito, teriam aval de um conselho formado majoritariamente de pastores. “Os nomes de ligados ao PT e do governo Altimari não agradaram. Foi falado uma coisa antes e depois que ele foi acometido pela COVID-19 mudou tudo. Isso criou um atrito interno desnecessário. Ele foi descartado pelo MDB nos 45 do segundo tempo e acabou buscando auxílio nos pastores” disse a fonte ao site.

O site não conseguiu contato com o ex-prefeito de Piracicaba.

A assessoria do prefeito ainda não se posicionou sobre as indagações feitas pelo site.

CONFIRA OS NOMES DOS SECRETÁRIOS

Governo – Anderson Christofoletti: pastor, ex-vereador eleito pela primeira vez como base do governo do ex-prefeito Altimari pelo PMDB.

Desenvolvimento Social – Vilma Spricigo: ex-diretora da Habitação do governo Juninho (DEM).

Esportes – Yves Carbinatti: ex-vereador eleito pelo antigo Partido Popular Socialista em 2017.

Habitação – Agnelo Matos (Cidadania): ex-vereador e ex-secretário da habitação durante o governo Altimari (MDB), eleito pelo PT.

Agricultura – Valmir Pinton: pastor, ex-chefe de gabinete do agora vice-prefeito Rogério Guedes que foi eleito em 2017 pelo Partido Socialista Brasileiro, agora PSL.

Cultura – Dalberto Christofoletti: ex-vereador eleito como base do governo Altimari (MDB) pelo PDT.

Arquivo Público – Mônica Frandi Ferreira: ex-comissionada do governo Juninho (DEM).

Administração  – Rogério Marchetti: ex-diretor do governo Altimari (MDB) e presidente do PSD após sair do Partido Progressista.

Obras – Ivan Domênico: ex-secretário de Obras do governo Altimari (MDB).

Fundo Social de Solidariedade – Bruna Perissinotto.

Educação– Valeria Vellis: pós-doutoranda em educação, ex-diretora do governo Altimari (MDB)

 Procurador jurídico – César Pedro, servidor municipal

Ensino superior

Cabe lembrar que dos nomes escolhidos alguns não possuem formação mínima. Desde 2019, o Ministério Público de São Paulo tem recomendado a todas as prefeituras que os secretários municipais tenham, pelo menos, ensino superior completo para assumir o cargo conforme recomendação e tem fiscalizado o seu cumprimento tanto nas prefeituras, quanto nas Câmaras Municipais. A exigência de obrigatoriedade depende, atualmente, da legislação municipal.

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