AULA 1 – NÃO SÓ A ARTE PELA ARTE…

Olá
Você está na AULA 01 de Língua Português para o 3º Ano do Ensino Médio, do professor Antonio Archangelo, da Escola Estadual Zita de Godoy Camargo, Rio Claro/SP.

Durante o período de isolamento social, este material garantirá a continuidade de seus estudos visando, sobretudo, manter o vínculo com a comunidade escolar e as metas/objetivos de vida para este ano letivo. Em cada uma das atividades você terá que:

Assistir as aulas no Centro de Mídias;
Concluir a leitura do Roteiro disponibilizado neste site, no grupo de WhatsApp, no Google Classroom ou impresso na escola;
Concluir a leitura complementar sugerida / Participar do projeto de prática;
Concluir o Exercício proposto;
Participar do Fórum.

PROGRAMAÇÃO CMSP

EtapaHorárioCanal de Exibição09/Feb11/Feb
3ª série do EM19h00TV Educação + APPLíngua PortuguesaLíngua Portuguesa

Objetivos da aula:

• Ler o gênero textual poema e associar ao contexto de produção;
• Estabelecer relações entre as informações do texto lido com outras de conhecimento prévio;
• Utilizar repertório cultural próprio para ampliar os sentidos do texto.

  1. Leia e analise as imagens a seguir e, na sequência, descreva o que elas representam e quais as sensações podem ser inferidas a partir da leitura.

2. Leia o poema a seguir e, depois, responda às perguntas relacionadas ao texto:

Texto 1
Canção do Exílio

Kennst du das Land, wo die Citronen blühn,
 Im dunkeln Laub die Gold-Orangen glühn,
 Kennst du es wohl?
 Dahin, Dahin!
 Möcht ich… ziehn!
 Goethe
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

DIAS, G. Canção do Exílio. Disponível em: . Acesso em: 05 ago. 2020.

a. Qual é a condição apresentada pelo eu lírico neste poema?

b. No poema romântico, “Canção do Exílio”, o elemento espaço se apresenta como forma de oposição,
que se estabelece entre duas nações, de um lado a pátria (Brasil) e de outro o exílio (Portugal). Em quais versos podemos identificar essa oposição? Isso representa qual figura de linguagem?

c. Esteticamente, o Romantismo evidencia uma exaltação aos elementos nacionais, à natureza, ao país. No gênero textual apresentado nestas atividades, podemos perceber que a linguagem utilizada se distancia da erudita, culta, e aproxima-se da popular, da linguagem que retrata as condições e situações da época. Desse modo, quais são as características apresentadas no texto poético?

VAMOS ASSISTIR?

Conheça a Biografia do Poeta GONÇALVES DIAS – Autor da famosa “Canção do Exílio” e “I-Juca Pirama”

3ª série do EM – Língua Portuguesa – Por onde anda a literatura

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CURIOSIDADE

Canção do Exílio” é uma poesia romântica do escritor brasileiro Gonçalves Dias (1823- 1864) a composição foi criada em julho de 1843 , quando o autor se encontrava em Coimbra e ressalta o patriotismo e o saudosismo em relação à sua terra natal. Introduzida na obra lírica Primeiros cantos, de 1846. Foi produzida no primeiro momento do Romantismo no Brasil, época na qual se vivia uma forte onda de nacionalismo, que se devia ao recente rompimento do Brasil colônia com Portugal. O poeta trata, neste sentido, de demonstrar aversão aos valores portugueses e ressaltar os valores naturais do Brasil.

Há uma presença de dêixis espacial, quanto aos dêiticos com referência aos elementos lugares citados no texto: ”aqui” (Portugal) e ”minha terra” ou ”lá” (Brasil, mais especificamente sua terra natal: o Maranhão, cuja ave-símbolo é o Sabiá-da-praia – Mimus gilvus – e onde se encontra a Mata dos Cocais – vegetação transicional entre o Cerrado, a Floresta Amazônica e a Caatinga, rica em espécies de palmeiras).

Apesar de ser um texto de profunda glorificação à pátria, o poema possui total ausência de adjetivos qualificativos. São os advérbios “lá, cá, aqui” que nos localizam geograficamente no poema. Formalmente, o poema apresenta redondilhas maiores (sete sílabas em cada verso) e rimas oxítonas (lá, cá sabiá), com a exceção da segunda estrofe.

O poema foi reciclado no Hino Nacional Brasileiro (no trecho “Nossos bosques têm mais vida; Nossa vida (em teu seio) mais amores”, do segundo parágrafo da segunda parte) e na Canção Militar do Expedicionário (no trecho “Por mais terras que eu percorra, não permita Deus que eu morra; Sem que volte para lá”, da segunda estrofe).

FONTE: https://pt.wikipedia.org/wiki/Can%C3%A7%C3%A3o_do_Ex%C3%ADlio

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