3º Ano do Ensino Médio Língua Portuguesa

AULA 2 – NADA É POR ACASO!

AULA 02 de Língua Português para o 3º Ano do Ensino Médio.
Olá
Você está na AULA 02 de Língua Português para o 3º Ano do Ensino Médio, do professor Antonio Archangelo, da Escola Estadual Zita de Godoy Camargo, Rio Claro/SP.

Durante o período de isolamento social, este material garantirá a continuidade de seus estudos visando, sobretudo, manter o vínculo com a comunidade escolar e as metas/objetivos de vida para este ano letivo. Em cada uma das atividades você terá que:

Assistir as aulas no Centro de Mídias;
Concluir a leitura do Roteiro disponibilizado neste site, no grupo de WhatsApp, no Google Classroom ou impresso na escola;
Concluir a leitura complementar sugerida / Participar do projeto de prática;
Concluir o Exercício proposto;
Participar do Fórum.

PROGRAMAÇÃO CMSP

EtapaHorárioCanal de Exibição16/Feb18/Feb
1ª série do EM19hTV Educação + APPLíngua PortuguesaLíngua Portuguesa
Objetivos da aula:
• Ler trechos do gênero textual romance e associá-lo ao contexto de produção, situando os aspectos históricos;
• Identificar, nesse gênero textual, os efeitos de sentido decorrentes dos recursos linguísticos e semióticos que sustentam a sua organização

VAMOS ASSISTIR?

VÍDEO 1 – Aula do CMSP

https://www.youtube.com/watch?v=LP9BjBszmfk
  1. Leia o excerto a seguir, da obra “Iracema”, de José de Alencar um dos textos que marcam a fase
    indianista do movimento romântico brasileiro.

Iracema
1


Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba. Verdes mares que brilhais como líquida esmeralda aos raios do Sol nascente, perlongando as alvas praias ensombradas de coqueiros. Serenai verdes mares, e alisai docemente a vaga impetuosa, para que o barco aventureiro manso resvale à flor das águas. Onde vai a afouta jangada, que deixa rápida a costa cearense, aberta ao fresco terral a grande vela? Onde vai como branca alcíone buscando o rochedo pátrio nas solidões do oceano? Três entes respiram sobre o frágil lenho que vai singrando veloce, mar em fora; Um jovem guerreiro cuja tez branca não cora o sangue americano; uma criança e um rafeiro que viram a luz no berço das florestas, e brincam irmãos, filhos ambos da mesma terra selvagem. A lufada intermitente traz da praia um eco vibrante, que ressoa entre o marulho das vagas:
— Iracema!…
O moço guerreiro, encostado ao mastro, leva os olhos presos na sombra fugitiva da terra; a espaços o olhar empanado por tênue lágrima cai sobre o jirau, onde folgam as duas inocentes criaturas, companheiras de seu infortúnio. Nesse momento o lábio arranca d’alma um agro sorriso. Que deixara ele na terra do exílio? Uma história que me contaram nas lindas várzeas onde nasci, à calada da noite, quando a Lua passeava no céu argenteando os campos, e a brisa rugitava nos palmares […].

ALENCAR, José de. Iracema. Domínio Público. Disponível em: Acesso em: 05 ago. 2020.

2

Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. Mais rápida que a corça selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. Um dia, ao pino do Sol, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica, mais fresca do que o orvalho da noite. Os ramos da acácia silvestre esparziam flores sobre os úmidos cabelos. Escondidos na folhagem os pássaros ameigavam o canto. […] Diante dela e todo a contemplá-la está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não
algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar; nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo. Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido. De primeiro ímpeto, a mão lesta caiu sobre a cruz da espada; mas logo sorriu. O moço guerreiro aprendeu na religião de sua mãe, onde a mulher é símbolo de ternura e amor. Sofreu mais d’alma que da ferida. O sentimento que ele pôs nos olhos e no rosto não o sabe eu.
Porém a virgem lançou de si o arco e a uiraçaba, e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara. A mão que rápida ferira, estancou mais rápida e compassiva o sangue que gotejava. Depois Iracema quebrou a flecha homicida:
deu a haste ao desconhecido, guardando consigo a ponta farpada. O guerreiro falou:
— Quebras comigo a flecha da paz?
— Quem te ensinou guerreiro branco, a linguagem de meus irmãos? Donde vieste a estas matas, que nunca viram outro guerreiro como tu?
— Venho de bem longe, filha das florestas. Venho das terras que teus irmãos já possuíram, e hoje têm os meus.
— Bem-vindo

ALENCAR, José de. Iracema. Domínio Público. Disponível em: Acesso em: 05 ago. 2020

VÍDEO 2 – IRACEMA

https://www.youtube.com/watch?v=SUsBeE6STdg

Agora, é com você estudante! Analise e registre no seu caderno de anotações os efeitos de sentido produzidos, nesse trecho, pelo emprego recorrente de adjetivos.

2. Após a leitura e análise do texto, responda às perguntas a seguir:

a. Que sentidos o fragmento evidencia quanto à representação da natureza?

b. Que figura de linguagem predomina em diversos trechos desse excerto, de modo a estabelecer relação entre a personagem Iracema e os aspectos da natureza?

3. Leia os trechos a seguir e responda às respectivas perguntas:

a. No fragmento “Um jovem guerreiro cuja tez branca não cora o sangue americano”, o termo destacado faz referência a quê?

b. No trecho a seguir, retirado do excerto em estudo, há algumas referências a fatos e acontecimentos
peculiares à época. Identifique-os e os descreva.

Porém a virgem lançou de si o arco e a uiraçaba, e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara. A mão que rápida ferira, estancou mais rápida e compassiva o sangue que gotejava. Depois Iracema quebrou a
flecha homicida: deu a haste ao desconhecido, guardando consigo a ponta farpada. O guerreiro falou:
— Quebras comigo a flecha da paz?
— Quem te ensinou guerreiro branco, a linguagem de meus irmãos? Donde vieste a estas matas, que nunca viram outro guerreiro como tu?
— Venho de bem longe, filha das florestas. Venho das terras que teus irmãos já possuíram, e hoje têm os meus.

VÍDEO 3– INDIANISMO BRASILEIRO

https://www.youtube.com/watch?v=_6u8TbUIUMw

HORA DE REGISTRAR

Chegou a sua vez de registrar suas considerações sobre os enxertos da obra Iracema de José de Alencar. Faça esse registro através de áudio ou vídeo e socialize-o por meio do aplicativo social (facebook, twitter, tiktok, WhatsAspp, dentre outros) e marque o perfil do professor. Indique o local da postagem aqui.

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