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Operação Patrão desmonta esquema gigantesco para venda de mercadorias falsificadas via e-commerce

Estimativa é apreender R$ 1,5 milhão de pares de tênis falsificados.
(Divulgação: Receita Federal)

A Receita Federal, com apoio da Prefeitura de São Paulo, deflagrou, nesta terça-feira (27/4), a operação Patrão. A ação tem como alvo imóvel de grandes dimensões que estaria sendo utilizado para armazenagem e distribuição de mercadorias ilegais.


O depósito, localizado na zona sul da cidade de São Paulo, tem quatro andares. A estimativa é que haja, no local, 1,5 milhão de pares de tênis falsificados, com valor de mercado de R$ 112 milhões. Também foram encontrados cem computadores, que seriam utilizados para a realização de vendas online. No local, funcionavam ainda uma transportadora e um posto para envio das remessas. Essas características fazem da operação a maior já realizada envolvendo a apreensão de mercadorias contrafeitas para venda em e-commerce.

O título da operação faz referência ao suposto responsável pelo estabelecimento ilegal, que seria o real proprietário de diversos bens de luxo, adquiridos com recursos ilícitos e registrados em nome de terceiros.
A Prefeitura de São Paulo apoia a ação por meio da Subprefeitura de Santo Amaro, auxiliando a logística de remoção das mercadorias, e da Guarda Civil Metropolitana, que preserva o perímetro do local garantindo a segurança das diligências. A Prefeitura informou que irá interditar o imóvel.
As práticas identificadas pela Receita Federal lesam os comerciantes, importadores e produtores brasileiros que atuam de forma correta, subtraem os empregos legítimos e sonegam tributos, que deixam de ser recolhidos aos cofres públicos. São violados direitos autorais e de marcas, desestimulando o investimento por empreendedores legítimos no Brasil. Há ainda notória violação de direitos dos consumidores com produtos clandestinos e que não atendem aos requisitos de segurança.
Além da perda das mercadorias apreendidas, gerando milhões em prejuízo para o crime organizado, os responsáveis serão representados pelos crimes de contrabando e outros correlatos.

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