Colégio de tradição alemã pede ‘desculpa’ por alunos com bandeira do Partido Comunista Brasileiro

Divulgação/Internet

Um colégio, fundado por alemães no interior de São Paulo, pediu desculpas aos moradores de Rio Claro, SP, por um vídeo publicado por seus alunos do terceiro ano do Ensino Médio com a bandeira do Partido Comunista Brasileiro (PCB) quando participavam de um ensaio fotográfico para a formatura.

De acordo com o colégio, “Pedimos desculpas a todos pelos transtornos gerados e reiteramos nosso compromisso com a perpetuação da educação de excelência, mantida ao longo dos 138 anos desde nossa fundação”.

“Também vamos intensificar ações junto à comunidade escolar, incluindo professores e colaboradores, com vistas a promover mais diálogo e orientação, evitando assim que situações como essa se repitam” cita a nota que pode ser conferida em: https://www.colegiokoelle.com.br/blog/comunicado-oficial-18-de-novembro/.

De acordo com o apurado pelo site, o aluno foi suspenso por levar a bandeira e teria se livrado de ser expulso. “Eles ficaram muito doídos” disse em áudio.

Parte do comunicado do colégio (Reprodução/Internet)

Rio Claro e Boullos

A cidade foi recentemente palco de ataques ao pré-candidato ao governo de SP, Guilherme Boulos, com repercusão nacional após uma entrevista no principal jornal do município que tem 200 mil habitantes. O cerco orquestrado contou com filmagem, chingamentos e autopromoção nas redes sociais dos agressores, inclusive um servidor da Câmara Municipal do município.

Rio Claro e o Integralismo

Integralistas durante sessão de todos, foto do Arquivo Público e Histórico de Rio Claro

Formada por imigrantes italianos, alemães e europeus, Rio Claro também é conhecida por ligação com o Movimento Integralista Brasileira, uma espécie de facismo tupiniquim que ainda rege parte do pensamento da elite da cidade que abriga um amplo acervo de Plínio Salgado, que se encontra sob guarda e acesso do Arquivo Público e Histórico de Rio Claro.

O fenômeno político de ultradireita que marcou os anos 1930 no Brasil e conta com material iconográfico e registros bibliográficos. Em outubro de 2014, por exemplo, o Fundo Plínio Salgado recebeu o selo da Unesco como patrimônio documental da humanidade. A certificação inseriu o acervo do líder integralista no Registro Nacional do Brasil, no Programa Memória do Mundo da Unesco – Memory of the World – MoW.

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